litro de luz

Através do maker: novas tecnologias em sala de aula

O que pode ser feito através do maker?

Cultura Maker tem sido um assunto muito comentado nos últimos anos. Sabe por quê? Muitos inventos fantásticos são frutos dessa Cultura que inspira, dessa filosofia que incentiva as pessoas a colocar a mão na massa para fazer a diferença e se tornar um agente de mudança. Avanços tecnológicos contaram com makers para acontecer.

 

Quer ver como?

 

Já ouviu falar em uma bicicleta de bambu com luzes de LED? E nas garrafas pet que iluminam? E no robô que cuida de idosos? Esses são só alguns exemplos de como a tecnologia pode ajudar e se beneficiar com os makers. Quem agradece somos nós, que ficamos com o usufruto dos resultados.

 

A bicicleta de bambu foi criada por alunos de uma escola parceira do Nave à Vela. Guilherme Ricci Coube e Paulo Nathan mesclaram tecnologia com materiais já utilizados antigamente para criar algo inovador: uma bicicleta de bambu com luz de LED e circuitos elétricos, como o dínamo.

 

Entendeu? Calma que vamos explicar.

Os alunos desenvolveram um sistema de LEDs que pode ser controlado pelo celular do ciclista por meio do Wi-Fi. Com a ajuda de um engenheiro elétrico especializado, eles modificaram diversos programas pré-existentes de modo que o ciclista decide, por meio do celular, se as luzes ficam acesas, apagadas ou piscando.

 

A partir dessa inovação, foi criado um dínamo que permite ao ciclista carregar o celular enquanto pedala por meio do dínamo.

 

O melhor de tudo é que, além de ser sustentável, a bicicleta de bambu une praticidade e segurança com tecnologia e conhecimentos adquiridos dentro da sala de aula.

 

Litro de Luz

 

Outro projeto super interessante é o das garrafas pet. O projeto leva luz natural a lugares onde há escassez de recursos elétricos.

 

O que precisa para isso?

Telha metálica, garrafas PET de 1,5 litros, uma chapa de 22 x 25 cm do mesmo material da cobertura, água, cloro, cola, uma rebitadeira, uma pistola de cola, serra para abrir um orifício na cobertura e força de vontade para colocar a mão na massa e fazer acontecer.

 

Esse projeto, chamado de Litro de Luz, foi premiado pelas Nações Unidas e já está implementado em cerca de 16 países, incluindo a Colômbia.

 

O que mudou com isso? Muita coisa!

 

Em primeiro lugar, a violência familiar e abuso sexual diminuíram, já que acontecem com maior frequência em lugares mais escuros, de acordo com o Instituto Bem Estar Familiar. Além disso, ao iluminar lugares com poucos recursos, o projeto permite que crianças e adolescentes façam as tarefas escolares, gerando melhores condições de estudo.

 

O meio ambiente também se beneficia com o Litro de Luz. Para se ter uma ideia, a substituição de uma lâmpada por garrafa pet evita a emissão anual de 200 kg de CO2 na atmosfera.

 

Stevie, o robô que cuida de idosos

 

Exibido na Maker Faire de Roma de 2018, Stevie é um robô projetado para interagir com as pessoas. Ele expressa emoções, dança, conversa, joga bingo e até lembra de tomar as medicações necessárias.

 

Essa tecnologia foi criada para ajudar pessoas mais velhas, que vivem sozinhas ou em situações em que a ajuda de um cuidador é necessária. Pessoas com demência ou Alzheimer também podem se beneficiar com o Stevie. Acredita-se que o robô seria capaz de conversar com esses pacientes e pedir para que eles contem histórias, o que ajudaria no tratamento, pois eles seriam obrigados a exercitar o cérebro para isso.

 

Legal, né?

 

Esses são só alguns exemplos do que pode ser feito por meio do maker. Podemos muito mais. Toda uma cultura da inovação é criada através do maker – e o “através” é para demonstrar que essa cultura está além do maker. É isso que pretendemos levar às escolas: uma cultura de inovação que vai muito além do maker, que usa a Cultura Maker como ferramenta e não como destino.

comentários