Como motivar o aluno na época da internet?

Não é novidade que, na internet, qualquer um pode pesquisar sobre o assunto que quiser a qualquer momento. Pois é, temos à nossa disposição uma vastidão de informações, praticamente infinita. São vídeos do Youtube, podcasts, artigos em blogs, notícias de última hora, lives nas redes sociais… Nunca foi tão fácil acessar o conhecimento como hoje.

Esse efeito, obviamente, impacta a forma como educamos nossos alunos. Se 30 anos atrás a figura do professor era a única detentora de conteúdo, agora, esse conteúdo é absolutamente difundido.

Como fica, então, a atribuição do educador na era da internet? 

Para começar a responder, pegamos emprestadas as palavras de Rubem Alves: “o papel do professor é ensinar a alegria de pensar”.

Motivar o aluno a ser protagonista

Uma das primeiras coisas que se transformam nessa nova dinâmica de aula é a relação de verticalidade que predominava antigamente. É claro que o professor continua sendo a pessoa mais qualificada quanto ao domínio sobre o conteúdo que deve ser fixado. No entanto, uma relação horizontal é uma oportunidade para que o estudante explore temas com maior autonomia. 

Nesse cenário, o professor assume uma postura de mediação. Assim, dentro dos possíveis caminhos já disponíveis de acesso, ele pode ser guiado a encontrar o mais adequado de acordo com os objetivos de aprendizado do currículo e suas próprias indagações.

Nesse caso, o professor passa a ser aquele que vai motivar o aluno a construir a sua própria jornada educacional e seu repertório de conhecimento, além de orientá-lo sobre quais informações são relevantes na internet, já que elas precisam sempre ser analisadas e filtradas.

Ou seja, o educador tem a chance de não apenas facilitar a absorção do conteúdo, como de focar mais o desenvolvimento de competências socioemocionais nesse processo. Além da já citada autonomia, ele consegue motivar o aluno a ser mais resiliente, colaborativo, criativo, etc. 

Usando a internet a favor do ensino

Se o celular, tablet e computador se tornaram os melhores amigos dos estudantes, por que não utilizá-las a nosso favor? 

Em vez de insistir no modelo tradicional de ensino, hoje é possível — e se faz necessário — inserir também jogos educativos online na aula ou abordar as mídias sociais, seus textos, os memes… Vale ainda utilizar recursos interativos, como aplicativos de comunicação na comunidade escolar ou exibir palestras, aulas e vídeos.

Tudo isso acaba contribuindo para aproximar disciplinas da realidade e linguagem deles. Por consequência, é uma maneira de motivar o aluno a se engajar mais com o conteúdo. Afinal, acostumados com os estímulos da internet, eles vão se sentir mais atraídos por um modelo de aula que se mostre mais dinâmico e inovador. 

Para isso, fazer uso de aplicativos pode ser uma resposta criativa e didática. O Kahoot, por exemplo, é um aplicativo com o qual é possível criar testes de múltipla escolha sobre o assunto da aula e ainda oferecer recompensas a quem ganhar.

Leia também: Tecnologia na Educação: como inovar em sala de aula.

Cultura Maker para motivar o aluno a aprender fazendo – e brincando!

Para impulsionar também uma maior absorção do conhecimento, vale a Cultura Maker. Baseado no conceito de learning by doing, ou seja, aprender fazendo, os alunos são incentivados a botar a mão na massa. Assim, podem conectar o conteúdo escolar com práticas para a vida e reter melhor seus aprendizados.

Nas aulas Maker, os alunos — na escola ou em casa — são convidados a definir objetivos, criar protótipos e realizar experimentos para alcançá-los. Eles podem ser feitos de qualquer lugar e com materiais de fácil acesso — nisso, a internet também cumpre um papel fundamental.

Não só o aluno se diverte, como o conhecimento se dá de maneira mais significativa. Por fim, é uma maneira bem eficiente de motivar o aluno mesmo a distância.

Metodologias ativas: outra forma de motivar os alunos

Há muitas Metodologias Ativas que você pode usar com seus alunos. Uma delas é a sala de aula invertida

Já ouviu falar?

Com ela, o professor disponibiliza online o conteúdo da aulas, incluindo diversas fontes de pesquisa, perguntas e provocações. O aluno, no seu tempo e ritmo, desenvolve suas habilidades de pesquisa e análise e formula um pensamento com base na proposta. Então, se junta ao professor e a seus colegas em um espaço coletivo (que também pode ser virtual), para discutir o que aprendeu, expor suas opiniões e dúvidas.

Por esse método, a internet é o ponto de partida e gera um processo de descoberta. O professor pode, por exemplo, motivar o aluno a estudar temas da atualidade individualmente, para debatê-los e conectá-los a projetos multidisciplinares em grupo. Práticas como essa o ajudam a sair do lugar de passividade para um de contrução, e ainda desenvolver competências como pensamento crítico, empatia e argumentação.

Inovação como aliada

Por tempo demais vimos a internet como ameaça ao foco nos estudos. E ela pode, sim, apresentar distrações. Mas isso não significa que ela deva estar fora do processo educacional. Pelo contrário, ao permitir e incentivar o seu uso pelo aluno, o dinamismo e a diversão podem ser aliados dos objetivos de aprendizado.

Orientando-o sobre quais fontes e ferramentas digitais funcionam melhor em cada momento de aprendizagem, o aluno desenvolve habilidades de pesquisa e de análise e inúmeras outras competências.

A educação vem passando por diversas inovações. Faz-se necessário integrá-las ao ensino para garantir que o estudante, tão conectado com a tecnologia, sinta-se engajado. O papel do educador, portanto, passa a ser o de motivar o aluno para continuar aprendendo com protagonismo, ajudando-o na sua formação enquanto indivíduo apto a atuar para o bem de toda a sociedade.

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