Como impulsionar o desenvolvimento do aluno através da Cultura Maker em casa

O mundo está em constante estado de transformação — cada vez mais complexo. Diante de mudanças tão rápidas e significativas, a escola está sendo chamada a acompanhar essa evolução. Isso exige, por exemplo, que ela encontre formas inovadoras de apresentar e fixar o conteúdo curricular. Porém envolve, além disso, incentivar o exercício de competências socioemocionais que os preparem para os desafios do século XXI. 

O desenvolvimento do aluno, no entanto, não acontece apenas nos limites físicos da instituição: o processo de aprendizagem também se faz a distância. Inclusive, para educar em todas as esferas de formação, é preciso também transportar o ensino para dentro de casa.

O relatório da UNESCO sobre os fundamentos da nova educação propõe que ela deve ser baseada em quatro pilares: que o aluno aprenda a conhecer, aprenda a fazer, aprenda a viver com os outros e aprenda a ser. Segundo o mesmo relatório, esses quatro princípios são indissociáveis. Ou seja, um não pode ser pensado sem o outro.

Educação para o futuro é aquela em que aprendizado acadêmico, desenvolvimento de competências, habilidades e valores andam de mão dadas. 

Para fomentar essa complementaridade, a escola pode e deve extrapolar seus muros! E não estamos falando de passar mais lição de casa, mas sim de conectar a Cultura Maker a experiências virtuais e permitir que alunos levem atividades mão na massa da sala de aula para a sala de estar.

Benefícios da Cultura Maker para exercitar competências a distância

A palavra “Maker” vem do Inglês e significa “aquele que faz”. Essa cultura oferece uma forma de olhar para a educação que coloca o estudante como protagonista do seu processo de aprendizado. No processo de construir seus caminhos para o conhecimento, ele desenvolve sua autonomia e capacidade de tomar decisões. 

Mas não é esse o único meio pelo qual a Cultura Maker contribui para o desenvolvimento do aluno.

Os objetivos das práticas maker estão de acordo também com as competências gerais definidas pela Base Nacional Comum Curricular para a Educação Básica. Segundo a BNCC, elas “explicitam o compromisso da educação brasileira com a formação humana integral e com a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”. 

Por exemplo: dentro de uma lista de 10, a primeira competência da BNCC se relaciona com o entendimento da realidade para colaborar com a sociedade. A cultura maker, por sua vez, estimula aplicação do conteúdo no dia a dia dos jovens — eventualmente utilizando metodologias como design thinking e project based learning para resolução de problemas. 

Já a segunda competência diz respeito à criatividade. Exercitar a curiosidade intelectual, explorar alternativas e pontos de vista diferentes acaba sendo essencial em todos os desafios maker propostos. Outras competências, como resiliência, colaboração, empatia e liderança, também entram na equação.

A Cultura Maker possibilita um aprendizado mais ativo e significativo, que deve ser continuado em casa. À distância, o estudante é colocado diante de situações de aprendizado cujos conceitos ele aprenderá por meio de suas próprias práticas.

Quer ver de que formas?

Como o desenvolvimento do aluno acontece em casa

  • Com a utilização de materiais disponíveis em casa para atividades mão na massa, o estudante desenvolve sua criatividade. Ele é estimulado a trabalhar com restrições, encontrar novas utilidades para objetos do cotidiano e gerenciar escolhas. Dessa forma, acessa seu pensamento lateral, seu pensamento crítico e exercita seu senso de autoria.
  • Na montagem dos protótipos, o desenvolvimento do aluno acontece em diferentes etapas. Ao planejar seu projeto, por exemplo, ele treina seu pensamento científico, organização e capacidade de priorização. Já durante a construção, por meio de tentativa e erro, ele desenvolve resiliência e aprende a lidar com frustrações.
  • Quando em contato com atividades relacionadas a programação, o aluno desenvolve bastante seu raciocínio lógico. O letramento digital promovido pela Cultura Maker possibilita que ele não só compreenda novas tecnologias com significado, como conecte disciplinas. Nesse processo, ele se apropria de diferentes experiências e conhecimentos para resolver problemas.
  • Enquanto na escola, os alunos trabalham em conjunto de maneira presencial. Com as atividades a distância, faz-se necessário o desenvolvimento do aluno na maneira como se comunica. “Aprender a viver com os outros” continua sendo um pilar fundamental, como apontou o relatório da UNESCO. Mesmo sozinho em casa, o estudante tem sua participação incentivada pela Cultura Maker. Cabe a ele encontrar meios de se expressar com eficácia, o que também exige exercitar empatia e escuta ativa.
  • Mais uma vez, a construção do conhecimento pelo próprio aluno favorece o desenvolvimento de sua autonomia e protagonismo. Sendo dono de seu processo de aprendizado, ele explora ainda seu senso de liderança, assertividade e proatividade.

Prepare seus alunos com a Cultura Maker

Acompanhar o desenvolvimento do aluno à distância pode ser desafiador, mas a Cultura Maker ajuda o professor a potencializar seu ensino. Por meio dela o aluno aprende fazendo e, por isso, retém melhor o conteúdo, enquanto ganha habilidades essenciais para seu crescimento. 

E, para que ele esteja realmente preparado para o mundo atual, só o conhecimento não é mais suficiente. Com a Cultura Maker, ele vai exercitar também competências que o preparam para o futuro. Inclusive em casa.

O NAV Digital é uma plataforma aberta ao público, desenvolvida como solução aos desafios que a educação enfrenta nos dias atuais. Nela, você encontra atividades de implementação da Cultura Maker, focadas nos alunos do 1º ao 9º ano dos ensinos fundamentais.

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