Como as escolas promovem a Cultura Maker a distância?

Conheça o NAV+, que soma experiências e conhecimento ao ensino a distância

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem desafiado o mundo de diversas maneiras nos últimos meses. O distanciamento social para conter a disseminação da Covid-19 afetou o dia a dia das instituições de ensino e de todas as crianças e adolescentes em idade escolar, que hoje tentam se adaptar a uma rotina de aulas e estudos dentro de casa.

Com a gente, não foi diferente. 

Promovemos a aprendizagem de forma prática por meio da Cultura Maker. Com as nossas atividades, os alunos colocam a mão na massa para construir uma relação de exploração com o conhecimento. Tudo isso acontece dentro do Espaço Maker, um lugar de inovação nas escolas. 

Mas como atender os mais de 30 mil alunos impactados, de 100 escolas parceiras, que não podem sair de casa neste momento?

Novos tempos, novas soluções

Nossa ideia agora é promover um aprendizado que transcende a sala de aula. Por isso, estamos adaptando nossos materiais didáticos e construindo novos roteiros de aulas. Dessa forma, auxiliamos o Educador Maker de cada escola a conduzir as nossas atividades makers a distância. 

Também transformamos nossos eventos presenciais em digitais. Um deles é o Maker à Vista: explorando para descobrir, disponível para todas as escolas, em que discutimos sobre educação maker e ferramentas para o ensino a distância. 

Mas a novidade da vez é o NAV+: experiências que vêm para somar. Esse pacote exclusivo para nossas escolas parceiras oferece:  

  1. Webinars exclusivos;
  2. Newsletters quinzenais;
  3. Materiais de apoio ao educador e à escola;
  4. Roteiros de aulas adaptados à realidade dos alunos neste momento.

Além disso, o NAV+ inclui todos os benefícios que já oferecíamos a elas, como:

  1. Acompanhamento pedagógico do time de Inteligência Pedagógica;
  2. Materiais didáticos para alunos da Educação infantil e Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais), com conteúdos intracurriculares e links curriculares com a BNCC;
  3. Material do Educador, com o nosso Currículo de Cultura de Inovação.

Tudo isso com total respeito ao DNA da escola. Afinal, estamos aqui para somar experiência e conhecimento.

Construindo juntos

Curioso para entender como tudo isso funciona na prática? Veja o caso do Anglo Morumbi, nosso parceiro desde 2018. 

Neste momento, estamos adaptando nosso material didático à nova realidade dos alunos do 5º ao 7º ano, para que eles continuem aprendendo com a Cultura Maker dentro de casa. 

“Foi como trocar a roda do carro em movimento. Fizemos muitas flexibilizações no meio do caminho, conforme a gente foi percebendo o que vinha acontecendo e o feedback dos alunos”. 

Débora Hack, gestora de Inteligência Pedagógica que atende o Anglo Morumbi.

Ela ainda ressalta:

“O caminho se faz ao caminhar. Nada está pronto, vamos construindo no processo”.

Débora Hack

Mão na massa (a distância)

Com os roteiros de aula, os estudantes continuam desenvolvendo habilidades ligadas à inovação, como o letramento tecnológico, resolução criativa de problemas e realização de projetos.

Matheus Mello, Educador Maker do Anglo Morumbi, relembra uma atividade realizada com os alunos do 5º ano, em que trabalhou todas essas habilidades. A aula em questão foi sobre o papel. 

Primeiro, Matheus contextualizou o tema, contando a história do papel e mostrando como ele pode ser usado para diversos fins – não só para escrever. Depois, o Educador propôs um desafio aos alunos: eles deveriam fazer o próprio chapéu, usando papel, tesoura e cola. 

Mas não era qualquer chapéu! 

“Eles tinham que fazer um chapéu em 30 minutos que ficasse na cabeça deles, mesmo se a gente entrasse num show de rock, eletrônica, qualquer show. Eu ia por uma música no final [da aula] e a gente ia ter que, todo mundo junto na própria chamada, balançar a cabeça e ver quem no final ia ficar com o chapéu na cabeça”.

Matheus Mello, Educador Maker do Anglo Morumbi

As habilidades ligadas à inovação foram estimuladas da seguinte forma:

  1. Letramento Tecnológico
    Eles aprenderam a potencialidade de materiais, entendendo como funcionam o papel, a tesoura e cola e o que poderia ser feito com eles. 
  2. Resolução Criativa de Problemas
    Eles tiveram que usar a criatividade para resolver o desafio proposto
  3. Realização de Projetos
    Para construir o chapéu em um tempo determinado, os alunos precisaram fazer sua gestão de tempo, incluindo nela a fase de desenho do protótipo e de testes para verificar se o chapéu ficava na cabeça. 

Conheça um pouco mais sobre a nossa parceria com o Anglo Morumbi no vídeo abaixo.

Maker vence barreiras

Já na Rede Apogeu, nossa parceria, que vai desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, tinha começado em março deste ano, nas 11 unidades localizadas em 6 cidades.

“Os alunos tiveram a primeira aula para explorarem os novos Espaços Makers e conhecerem mais sobre o ‘mão na massa’. A repercussão foi incrível! Os feedbacks foram muito positivos! Os alunos ficaram encantados com os materiais, ferramentas e com a proposta das novas aulas”. 

Rafaela Bassi, Coordenadora Maker da Rede Apogeu

Mas na semana seguinte foi estabelecida a necessidade de isolamento, e as aulas presenciais foram suspensas.

“No início foi desafiador em vários aspectos, tais como as adaptações das famílias e o entendimento do processo de recebimento e envio das atividades. Com o passar do tempo, o processo foi ficando mais natural e o engajamento foi melhorando”.

Rafaela Bassi

As atividades online que promovem a Cultura Maker foram mantidas para o Ensino Fundamental II (Anos Finais). Elas são enviadas quinzenalmente por vídeo para os alunos.

“Ao ter roteiros, ao trazer algo que é multiplicável, temos já uma aula pronta. Os diferentes facilitadores conseguem seguir e nós mantemos o trabalho da rede com a qualidade esperada. O que a parceria proporcionou nesse momento é fazer com que o trabalho de fato acontecesse”.

Maíra Detomi, gestora de Inteligência Pedagógica que atende a Rede Apogeu.
Alguns projetos feitos em casa por alunos da Rede Apogeu. 

O engajamento do aluno

Segundo Matheus Mello, Educador Maker do Anglo Morumbi, durante a quarentena, o engajamento das aulas tem sido de 60 a 70%.

“No 5º ano, que temos live em vez de videoaula gravada, tem mais engajamento. É bem interessante, porque eles realmente participam e ficam felizes. Eles produzem na própria aula, já mostram e tiram dúvidas”.

Matheus Mello

Débora Hack assistiu a uma aula do 5º ano e conta como foi essa experiência.

Débora Hack

O dinamismo das nossas aulas torna o estudante o centro da aprendizagem, porque ele é ativo nesse processo.

“Uma coisa importante que eles estão fazendo é entender que maker vai muito além de construir coisas manualmente e traz outros aprendizados”. 

Matheus Mello

Aluno: o protagonista da sua história

Rafaela também compartilha como tem sido na Rede Apogeu.

“Acaba sendo um momento mais descontraído, porque os conteúdos dos roteiros abordam várias curiosidades e atividades que despertam o interesse e criatividade deles”.

Rafaela Bassi

Ela destaca o desenvolvimento da autonomia, uma competência socioemocional muito presente na Cultura Maker e que é favorecida no momento que estamos vivendo. Por estarem em casa, os alunos precisam organizar suas rotinas, encontrar os métodos mais apropriados para desenvolver as atividades e isso ajuda a trabalhar a independência. 

Ao usar tecnologia ao seu favor e a criatividade para ressignificar as ferramentas disponíveis, o aluno também desenvolve a empatia, ao entender o contexto e as necessidades do outro, e a colaboração, ao aprender a trabalhar em grupo, escutando a ideia do outro.

Sem contar o pensamento crítico que trabalhamos em todas as atividades makers, trazendo à tona assuntos da atualidade e questões importantes de serem discutidas sobre a sociedade de maneira geral.

“São habilidades que ajudarão os alunos em diversas situações e tomadas de decisão ao longo de toda a vida”.

Rafaela Bassi

Conheça um pouco mais sobre nossa parceria com a Rede Apogeu:

Vamos juntos?

Estamos construindo uma relação de parceria com as escolas.

“Dá para sentir que a relação é verdadeira. É realmente sentar e pensar juntos como as coisas podem ser melhores, a educação pode ser melhor, mas com o foco nos alunos e na aprendizagem deles”, conta Matheus.

Matheus Mello

“Nossa parceria com o NAV representa uma troca de aprendizados e experiências que nos permite destacar o protagonismo do aluno na educação cada vez mais e essa similaridade de ideias é uma das coisas que mais fortalece nossa parceria. Caminhar no mesmo sentido de lutar por uma educação inovadora e consciente é o que nos une”. finaliza Rafaela. 

Rafaela Bassi

Vamos construir juntos o caminho para uma educação mais significativa com ajuda da Cultura Maker? Conte com a gente nessa jornada! 

Seja nossa parceira você também! Só assim, você pode aproveitar todos os benefícios do NAV+: experiências que vêm para somar.

 

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