Menino de máscara na escola

Aulas presenciais pós-pandemia e a readaptação das crianças

O ano de 2020 ficará marcado. De forma ou de outra, todos os setores da sociedade tiveram de se reinventar. De repente, desafios que até então não pareciam tão imediatos, vieram à tona. Não seria diferente na educação. E agora nos vemos impelidos a imaginar novos modelos para uma escola pós-pandemia, com o retorno das aulas presenciais.

A adaptação ao contexto de distanciamento social não foi fácil. E agora surgem novos desafios que poderão ser ainda maiores para algumas escolas.

Afinal, como esperar que alunos se comportem diante de uma escola que eles conheciam tão bem e que agora está cheia de novas regras a serem cumpridas? 

Eles enfim verão seus colegas que não viam há um tempo, mas não poderão se abraçar ou tocar. O mesmo serve para trabalhos colaborativos: somente mantendo a distância. E como não mencionar as práticas de medição de temperatura ao entrar, ou higienização constante?

A escola pós-pandemia, com o retorno das aulas presenciais, exigirá mudanças não apenas curriculares. Mas também mudanças de socialização — algumas temporárias, outras nem tanto. Como tornar essa transição o mais tranquila possível e certificar-se de que os alunos se adaptem sem comprometer seu desenvolvimento?

Novos aspectos da escola pós-pandemia

Nesse novo cenário, toda a comunidade escolar estará enfrentando uma situação pela qual não só nunca passou antes, como também não estava preparada para passar. É importante saber disso para, enquanto educador, não se sentir sobrecarregado ou frustrado, caso também tenha dificuldades nessa adaptação.

Dito isso, alguns aspectos do novo arranjo da escola pós-pandemia que devem ser mantidos em mente para o retorno das aulas presenciais:

Entenda os contextos individuais

Cada pessoa lidou de forma diferente com o isolamento do qual estamos, aos poucos, saindo. Ou seja, cabe aqui aplicar a regra de empatia de Karl Popper, chamada regra de platina: ao invés de tratar aos outros como você gostaria de ser tratado, escute-as e trate-as como elas gostariam de ser tratadas. Afinal, somos indivíduos únicos e muitas vezes enfrentamos as mesmas situações de maneiras distintas.

Peça e ofereça ajuda

É absolutamente normal, também para o professor, ter dificuldades ao enfrentar essa nova situação. Entretanto, lembre-se que há no mundo todo uma rede de professores passando pelo mesmo que você. Busque participar de redes de apoio entre líderes escolares e compartilhe também o que você estiver aprendendo!

Use o ensino remoto a seu favor

Agora acostumadas a aprenderem em casa, a habilidade de concentração das crianças e jovens pode ter mudado. Além disso, como elas estavam já há um tempo sem ver os colegas, a ansiedade por conversas devem ser esperada. Cabe ao professor balancear esses dois pontos para criar aulas mais dinâmicas, híbridas e que estimulem a colaboração, incluindo atividades maker. Se, como proposto no ensino híbrido, alunos se aprofundarem nos tópicos de estudo em casa, na escola pode-se incentivar a discussão em torno do assunto e a elaboração de projetos mão na massa.

Deixe o papo fluir

No outro extremo, a suspensão das relações entre os alunos e seus colegas, pode ter aumentado o nível de estresse de cada estudante. É preciso restabelecer a familiaridade com esse contato diário. Lembre-se de reservar um tempo para permitir que alunos reconstruam esses laços. Proponha atividades que estimulem mais o diálogo entre eles ou tire alguns minutos antes ou depois da aula para momentos de descompressão (que também podem ser educativos!).

Atente-se a comportamentos disruptivos

Vivenciar uma pandemia sem precedentes abalou emocionalmente muitas crianças e adolescentes. Alterações comportamentais são previstas numa escola pós-pandemia. No entanto, esteja atento a comportamentos que possam indicar questões maiores. Jane Caro, psicoterapeuta britânica, indica alguns sinais de que a criança talvez precise de um suporte mental mais específico e atento:

  • Mudanças significativa de humor que duram mais do que alguns dias. Isso inclui falta de energia, afastar-se dos amigos, estar mais choroso que o normal.
  • Mudança significativa no peso — seja ganho ou perda relevante —, pois o apetite geralmente é afetado quando há questões psicológicas latentes.
  • Explosões emocionais que parecem desmotivadas.

Nem todos os comportamentos incomuns serão simples reflexo do isolamento. Busque manter um canal aberto de comunicação empática para encontrar as raízes deles.

Como a Cultura Maker pode ajudar no retorno das aulas presenciais pós-pandemia

A Cultura Maker propõe atividades que podem ser feitas tanto na escola quanto em casa. Assim, utilizá-la como meio para diminuir a necessidade de aulas presenciais e amortecer a transição pode ser uma boa saída!

Além disso, depois de um período como o que tivemos, será mais difícil motivar o aluno com aulas no formato tradicional. Como alternativa a esse modelo, a Cultura Maker fornece conteúdo com base nas habilidades e competências exigidos pela BNCC, porém sem deixar a diversão em segundo plano!

A escola pós-pandemia assume um novo papel: o de acolhimento e desenvolvimento pessoal, que vai além do currículo. Ela está mais próxima dos desafios do século 21, porque todos levamos um pontapé em direção a eles — será necessário, agora, encorajar o protagonismo dos alunos que irão enfrentá-los. 

Conheça o Nave à Vela e veja como a Cultura Maker pode ser sua aliada nessa jornada!

O que achou?

comentários