A aprendizagem mão na massa no Colégio Dom Bosco

O Colégio Dom Bosco já nasceu como um projeto novo. Em São Paulo há 25 anos, a escola foca em educação por competências — que também é um pilar da Cultura Maker. Como o desenvolvimento de competências teve que continuar mesmo durante o distanciamento social, a aprendizagem mão na massa passou a ser remota.

A escola já é parceira do Nave à Vela há cerca de um ano. Mas, sem poder trazer alunos para seu Espaço Maker por um tempo, levou o maker para a casa deles. Por isso, em julho de 2020, iniciou também as aulas do NAV Digital com alunos do 2º ao 5º ano.

Os resultados têm sido tão bons que, às vezes, os pais também entram na onda de aprender brincando. Porém, ainda mais importante, eles acompanham de perto a vida de seus filhos.

Aprendizagem mão na massa com tecnologia

Aline Pereira, Assistente de Coordenação do Ensino Fundamental Anos Iniciais, diz que o NAV Digital traz muitas vantagens ao Dom Bosco. Para ela, uma das principais é mostrar a tecnologia como caminho para aprender.

A busca pelo NAV Digital surgiu primeiro da necessidade do início das aulas remotas de Inovação e Tecnologia. Com as atividades maker online, a escola pôde continuar o ensino do uso das linguagens tecnológicas e digitais. Além disso, conseguiu também dar ênfase a resolver problemas com criatividade e por meio de projetos. 

Mas não estamos falando só de robótica e programação. Como o NAV Digital usa recursos do dia a dia na aprendizagem mão na massa, alunos transformam o simples em ferramenta tecnológica. Dessa forma, eles conversam com a tecnologia de maneira profunda, sensata e ética.

As atividades do NAV Digital no Dom Bosco

Pudemos ver essa nova união com a tecnologia em muitas das atividades que o Colégio Dom Bosco usou. Alguns exemplos são “Mensagens escondidas” e “Câmera Encantada” — todas elas atividades com links curriculares com a BNCC.

Contudo, a favorita dos alunos foi a Pontes de Papel: Saudades e Abraços. Nela, falamos da saudade no distanciamento social e propusemos um desafio: contar em uma carta, vídeo ou história em quadrinhos como será o reencontro com pessoas queridas.

Ao trazer a imaginação para a prática, alunos planejam e tentam novas formas de expressão da arte. Assim, desenvolvem não só a habilidade de criação de discurso — em texto e imagem —, como também aptidões socioemocionais. Eles são motivados a pensar sobre seu contexto e sentimentos e ganham mais destaque e perseverança.

Participação familiar na aprendizagem mão na massa

Aline conta que os alunos têm mostrado muito interesse pelas propostas feitas em casa. “Sempre cumprem com os desafios”, diz. “Usam a criatividade e colocam a mão na massa para fazerem projetos e superarem os desafios ali colocados.”

Ela também conta um caso legal: o reconhecimento das famílias. Segundo Aline, parentes enviam recados com frequência. As mensagens elogiam as propostas criativas, dizendo que criam momentos de integração entre os familiares.

E essa aproximação é muito importante. Ela mostra que os pais valorizam não só o ensino técnico, mas também as habilidades socioemocionais. Enquanto isso, alunos ganham confiança em seu trabalho e dão mais valor ao processo educativo. 

Alunos cidadãos e makers

O objetivo do NAV Digital é promover uma formação completa do aluno, desenvolvendo competências essenciais para os desafios do século 21.

Rosilene Teixeira, Diretora Geral, mostra como esse propósito está junto ao do Colégio Dom Bosco.

“Nós priorizamos a formação integral dos estudantes, proporcionando autonomia e protagonismo”, ela conta. “Buscamos formar cidadãos empreendedores e conscientes de seu papel na sociedade.”

 

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