perfil do aluno do século xxi

Qual é o perfil do aluno do século XXI?

2018, praticamente todos os estudantes que hoje estão cursando o ensino fundamental e médio nasceram no século XXI e sempre viveram na era da internet. Enquanto isso, muitos educadores que ainda estão na ativa estudaram em enciclopédias e decoraram livros e livros, em uma espécie de copy and paste mental.

A era digital trouxe inúmeras mudanças para a sociedade, entre elas, um enorme gap geracional.

As diferenças são tão avassaladoras que as novas gerações passaram a ser classificadas a cada 10 anos, em média.

Antes, as gerações eram classificadas a cada 25 anos. Aqueles nascidos depois de 2012 fazem parte da novíssima geração “Alpha”. Da geração “Z”, imediatamente anterior à “Alpha”, fazem parte os alunos de hoje, que já nasceram após a internet. E tem a famosa geração Y, os chamados Milenials, pessoas nascidas entre 1982 e 2002, a geração que ficará para sempre marcada como aquela que viveu o grande boom da tecnologia.

Educar essa nova geração de alunos com cartilhas do século passado é insustentável. Como nasceram em um mundo dominado pela tecnologia, o novo perfil do aluno da atualidade tem acesso a informações a todo momento, vindas de todas as formas e todos os lugares.

Muitos já não acreditam na educação formal para o sucesso de sua vida profissional. Para eles, suas escolas ficaram no século passado, muito distantes do universo multimídia de hoje, do mundo repleto de sensações e experiências.

 

Qual o perfil do aluno do século XXI, quem ele é?

Os alunos do século XXI têm um perfil muito marcante: eles se comunicam via redes sociais e mensagens instantâneas de poucos caracteres. Por isso, têm pouca paciência (e capacidade de concentração) para as abordagens mais longas, que marcaram o ensino das gerações passadas.

 

Conheça o perfil do aluno da geração Z:

 

  • Eles acreditam no coletivo, buscam mais justiça e querem que suas escolas sejam ecologicamente e socialmente responsáveis;
  • Precisam ser motivados pelos professores e ter feedbacks constantemente;
  • Não se importam somente com o lado financeiro das coisas e não lidam bem com regras rígidas, formalidades, normas inquestionáveis, nem com hierarquia;
  • Têm uma postura ativa em busca de informações e usam a internet para esse fim, todos os dias;
  • São receptivos a uma relação com professores também fora da sala de aula, compartilhando redes sociais;
  • São capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo;
  • Têm mais dificuldade de escolher uma carreira. Afinal, quem poderia imaginar ser operador profissional de drone?

O perfil do aluno da geração Z é extremamente prático. Eles querem buscar soluções para problemas reais e estudar assuntos relacionados com a sua realidade. Mas, acima de tudo, o aluno do século XXI quer também:

 

  • Ser ouvido e ter suas opiniões respeitadas;
  • Participar e se sentir parte do processo de tomada de decisão;
  • Fazer parte de algo que tenha impacto sobre as pessoas;
  • Aprender as competências necessárias para executar tarefas no “aqui e agora” e não somente no futuro;
  • Ter um papel ativo na construção de seu conhecimento.
alunos da geração z

Os alunos da geração Z se engajam mais em aulas mais práticas e momentos de interação, para que possam se expressar e participar do processo de aprendizado. Laboratórios de ciências, espaços makers e aulas práticas ajudam a tornar essa interação aluno-professor mais fácil.

O que os professores podem fazer para conquistar esse novo perfil de alunos?

Não existe um jeito único capaz de conquistar alunos com esse perfil do século XXI. Mas alguns professores vêm adotando uma equação com bons resultados, focada nos chamados 4Cs: “Comunicação”, “Colaboração”, “Criatividade “e “Crítica”.

Os 4Cs compõem um conjunto de competências consideradas essenciais para uma pessoa ter sucesso nos dias de hoje. São conhecimentos, habilidades e atitudes fundamentais para os alunos do século XXI não somente na escola, mas sua vida profissional, pessoal e social. E para isso, uma técnica que vem se mostrando eficaz é a de realizar em escolas projetos  colaborativos baseados em experimentação, projetos que resultam exatamente no desenvolvimento dos tais 4Cs:

  • Comunicação,
  • Colaboração,
  • Criatividade e
  • senso Crítico.

Mais do que nunca, os educadores precisam conseguir se conectar com essa nova geração de alunos, atraídos a cada minuto por uma infinidade de estímulos. O material didático usado em sala de aula, seja ele digital ou impresso, precisa ser inspirador, dinâmico e estimular o pensamento e a curiosidade.

 

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Celular e internet: Vilões ou mocinhos?

Uma questão importante que se impõe hoje é: como equilibrar o uso de tecnologias com o ensino?

Sabe-se que o celular é hoje o principal meio de acesso à internet, à frente do desktop, do laptop e do tablet. Os jovens passam o dia acessando seus smartphones, conectados por meio de redes sociais, mensagens instantâneas e e-mails. E é também com os celulares que realizam pesquisas escolares e fazem cursos on-line.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo, existe uma “relação contraditória” envolvendo internet e estudos. Apontada como valiosa ferramenta de suporte e colaboração para a pesquisa, a internet também é acusada de ser um elemento de desconcentração e de dispersão, “especialmente por seu uso prioritário para o acesso às redes sociais”, diz o estudo.

E muitos alunos confirmam o que aponta a pesquisa: 57% deles acreditam que a internet é um fator de distração e dizem que o estudo rende mais quando estão off-line.

 

Ferramentas de inovação: 3 ideias para engajar esse novo perfil de aluno

Para um bom educador, é fundamental que seus alunos saibam usar a internet de forma positiva. Cada vez mais, professores, diretores de escolas e gestores pedagógicos em geral  trabalham como curadores, interpretando as necessidades desse novo perfil de alunos e indicando caminhos atrativos para eles estudarem. Para tanto, ter um cardápio de boas soluções de consulta on-line é imprescindível.

Um bom exemplo é o GeekieLab, uma plataforma de aprendizado on-line, que possibilita a preparação para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por meio de estudo personalizado. Os estudantes realizam simulados, que identificam seus pontos fracos, e a plataforma, a partir daí, seleciona um programa de estudos que atende especificamente às necessidades de cada aluno.

Outra boa dica é o Youtube Edu, uma plataforma de educação com milhares de vídeos educacionais gratuitos, separados por disciplina. A plataforma, lançada em 2013 pelo Google em parceria com a Fundação Lemann, já conta com mais de 300 mil inscritos. Antes de postar qualquer material, equipes do Youtube Edu realizam uma cuidadosa triagem para checar se o material disponibilizado é adequado para uso escolar e dessa forma garantir a precisão e a relevância das informações compartilhadas. Os conteúdos são voltados para os níveis de Ensino Fundamental e Ensino Médio.

As chamadas dinâmicas maker também são uma novidade que vem fazendo sucesso para atrair os alunos do século XXI, compreendendo atividades mão na massa, nas quais os alunos conseguem dar vida às suas invenções.

A Nave à Vela, por exemplo, foi criada com o objetivo de dinamizar o estudo, implementando em escolas particulares espaços makers que tornam o processo de aprendizado mais interessante para alunos com o perfil do século XXI. As dinâmicas realizadas são pensadas a partir de oficinas dentro de escolas, nas quais essa nova geração de alunos busca soluções criativas para problemas reais, unindo engenharia, design e empreendedorismo.

Fica a dica e … mãos a obra!

 

Para saber mais sobre a linha do tempo geracional

1925 a 1942 – A chamada geração “Silenciosa” foi afetada pela 2a Guerra Mundial e é caracterizada por valorizar o dever, a honra, o trabalho e as regras.

1943 a 1960 – A geração dos “baby boomers” é composta por pessoas que nasceram depois da grande guerra, em um clima de segurança e prosperidade, e tem como característica a concentração no crescimento individual.

1961 a 1981 – A geração “X”, também chamada de “geração transgressora” ou “questionadora”, viu nascer a internet (cuja chegada ao Brasil foi em 1988), o computador, o e-mail, o celular …

1982 a 2002 – A geração “Y” ou “Milenials” presenciou a maior escalada da tecnologia. Aprenderam a viver num mundo onde prevalece a rapidez da informação, a instantaneidade e a conexão.

2003 a 2012 – A geração “Z” é formada por pessoas nascidas após o surgimento da internet, ou seja,  nunca viveram em um mundo sem tecnologia.

 

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